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para todos aqueles que chegam

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O QUE ACONTECE COM QUEM CHEGA E PERMANECE    há um tempo esscrevi sobre ir embora e em como esse processo de partida me faz me perceber e perceber as pessoas ou situações que precisam ir. vou deixar o link aqui pra você ir lá conferir haha  mas de um tempo pra cá percebi um movimento que precisava compreender, que ir embora também significava chegar em novos lugares e viver novas experiências, e que o fim de alguma coisa pode se tornar um início de outra.  acredito que seja importante vivermos o luto dos nossos finais, seja de relações, de lugares, crenças e etc, é importante que em algum momento desse processo nos abrirmos para as novas possibilidades que podem estar logo mais adiante.   ter esse movimento em mente, faz com que o nosso coração esteja aberto para novas experiências e novas relações, e com toda certeza uma maneira de seguir em frente depois de um fim. finais são difíceis, e superá- los estão longe de ser algo retílineo, mas nos mantermos...

preciso ficar só pra sentir que existo.

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 estudar psicologia é com certeza uma coisa que me atravessa de várias maneiras. eu me considero uma alma profunda, preciso de tempo para refletir em como as coisas me afetam, e como posso seguir a vida depois que chego às conclusões que me farão lidar com as situações que me acontecem.   ser assim por um lado é muito bom, mas devo confessar que essa profundidade por vezes me enche o saco, porque problematizar tudo é cansativo!  mas aqui estou eu, nas minhas inúmeras reflexões sobre mim e a vida. hoje eu vou culpar meu signo mesmo, maldito seja os escorpianos.   mas voltando, estudando esse semestre que se passou na faculdade, eu descobri uma palavra bonita pra algo que eu sentia há muito tempo, mas não conseguia nomear. Descobri que tenho uma característica chamada : ambivalência social. E tudo se encaixou e fez sentido de alguma maneira depois dessa descoberta.  sei lá. é bom ter um nome pra algo que você não sabe exatamente como explicar. eu só sei q...

não sei o que esperar do amor

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era uma sexta feira, tinha acabado de terminar uma sequência de trabalhos e provas sufocantes na faculdade, estava me sentindo exausta. Mas nessa sexta algo me traria um certo tipo de recompensa. Sairia com alguém que tava afim, depois de viver algumas rejeições. Estava animada. no meio do encontro, ele me pergunta se eu já tinha amado, até porque antes disso ele contava o quanto a ex namorada foi importante, e quão importante foi os dois terem se amado. achei bonito.  Mas depois da pergunta um silêncio me inunda, e várias interrogações surgem de mim como um furacão, demoro a responder, digo que acho que sim, mas não tenho certeza, mas pra ser bem honesta eu acho que não. esse momento ainda me ecoa. me atravessou de uma maneira que estou há meses com isso dentro de mim. nesse encontro eu descobri algo que eu não sabia sobre mim : eu não sei o que esperar do amor. quando escrevi essas palavras no meu diário eu paralisei. como assim eu não sei o que quero do amor? é simples...

Sem essa de no pain no gain.

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dor o que talvez nos iguale em todos os níveis, é a dor. a dor é algo universal, todo mundo sente! apesar do sentir ser algo ainda particular, se compartilhamos nossa dor com outra pessoa, ela também irá se identificar de alguma maneira. a dor é poética, se romantizada, torna os poemas mais belos, as canções mais profundas, e um alento na alma de quem escuta, a dor gera uma acesso obrigatório dentro de nós,   gera uma série de questionamentos sobre o nosso valor, e o que de fato somos pras pessoas que estão ao nosso redor. existe a dor física, visível, que pode até ser facilmente diagnosticada, mas a que dói mesmo e que nem mesmo a gente consegue ver, é a dor da alma, que demoramos anos pra acessa-lá, até que não temos mais opções de ignorá-la. um término de um namoro,uma amizade que se findou, uma rejeição profissional, alguém não corresponder seu amor de volta, não ser bem aceito, se sentir sozinho, tudo isso dói muito, sem contar de traumas e abusos que nem consigo mencion...

saudade ( um tipo de vazio)

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a saudade sempre costuma fazer parte do meu repertório de sentimentos. ao longo dos dias sou surpreendida com um cheiro que me lembra alguém, uma comida que me transporta por um momento especial e aquela música que marcou uma fase importante da minha vida. é como se o tempo parasse por alguns segundos, e eu revivesse todo aquele momento, toda aquele memória, feito um flashback de série tipo netflix. toda vez que sinto cheiro de café lembro da minha vózinha, que já se foi, me acordando às 7 da manhã pra tomar café, mas ficava chateada porque queria dormir mais, e hoje só me resta saudade. o cheiro de alguém que amei em algum momento da vida. vem como uma onda de lembranças de carinho, ternura e aconchego, mas já se foi. quando escuto aquela música, lembro dos amigos, dos processos que estava enfrentando, e de como ela me acolhia muito bem naquela fase. me deparando com essas saudades eu acabo comparando com as coisas que estou vivendo no presente, me a...

amizade.

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há quem diga que amigo mesmo são poucos e que você nem chega a completar uma mão inteira, já outros conseguem encontrar a graça de se rodear de amigos que não cabem nem em todos os dedos existentes no corpo. amizade é como se fosse magia, uma conexão inesperada e aleatória, como se estivessem se procurando sem saber, e quando se encontram a alma faz festa. é como sorvete em dia de verão, é como se sentir em casa, é como alívio profundo da alma, que há tempo procura se pertencer. PERTENCER. todos nascemos com essa necessidade que chamo de conexão. pertencer é encontrar em alguém o encaixe perfeito em meio a seres imperfeitos, é a reciprocidade que envolve, o amor que aceita mas te faz crescer.. É a falta de julgamentos da dor que se sente, é não ter resposta, mas mesmo assim estar lá. amizade nos dá ânimo pra enfrentar a vida quando ela se torna pesada demais, colore nossos dias cinzentos e nos faz enxergar algo de bom em nós quando não somos capazes de ver algo de bom ...

O QUE EU APRENDI COM A MANU

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          pra quem ainda não sabe tenho uma irmã de 5 anos, e existem alguns momentos que ela me ensina muito simplesmente por ser  criança e ingênua. a espontaneidade é uma das coisas mais belas que se existe em uma criança, são cercadas de pérolas de sabedoria, e que de alguma forma nos faz conectar com a nossa criança interior.        a manu ainda está vivendo muitas descobertas, tudo pra ela é muito novo, legal, divertido,algo que pra mim já é normal, pra ela é tipo UOWWWWW, e engraçado que ela fala exatamente assim.           nessa foto em questão, estávamos indo visitar uma tia ( ANTES DA PANDEMIA), e ela toda animada porque ia passear de carro, ver a tia, e começou a observar as árvores e me mostrar o que ela achava de cada árvore que ela via, ela sempre dizia : olha Thays aquela árvore que grande, olha aquela pequenininha, olha aquela sem folha, achei tão lindo o momento que acabei tirando essa foto. ...

LIÇÕES QUE APRENDI COM THIS IS US

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    Eu sempre quis muito assistir essa série. Pelas vezes que vi aleatoriamente na tv e do tanto que as pessoas falam muito bem da série. E olha não erraram. A série é realmente incrível e ganhou meu coração de uma forma, que precisei muito escrever o que aprendi assistindo e compartilhar com vocês.  E já avisando, possui spoiler.        O QUE EU APRENDI SOBRE O TEMPO acho incrível em como a série aborda o passado e o presente em três tempos diferentes. isso é muito incrível porque te contextualiza a história de cada personagem de forma completa e complexa, te traz uma noção e compreensão do porquê eles são do jeito que são. e acho que aqui a grande lição é que somos todos complexos e resultados das nossas infinitas experiências que vivemos e estamos vivendo. isso faz com que se veja de forma complexa, e entender que não dar pra nos resumir em uma coisa só. Somo um universo inteiro. Isso nos ajuda a criar mais empatia com suas questões como insegurança...

sobre desistir e fracasso

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A gente  escuta desde sempre, que nunca podemos desistir, que se você desistir será um fracasso. E ai a gente escuta todas as frases sobre perseverança e força: tem que estudar até passar, só consegue quem não desiste, sem dor sem ganho, foco força e fé, é tudo da sua cabeça, tudo depende da sua força de vontade e por ai vai...    A gente tem aqui uma supervalorização da perseverança, que até me arrisco dizer que me adoeceu. E ainda tenho grandes dificuldades de lidar com isso, e por vezes me sinto um fracasso. Mas ai que ta,   A GENTE VAI FALHAR! E vai se cansar,vai fracassar, vai se frustrar e vai dar errado e vamos sofrer com isso, e isso faz total parte da vida, mas a super valorização da perseverança e do sucesso faz com que não criemos espaço pra errar, falhar e mudar de rota e desistir daquilo que não faz mais sentido.       E ai adoecemos, nos perdemos de nós mesmos, e nos vemos em uma corrida por algo que já se perdeu com tempo e com...

reciprocidade.

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RECIPROCIDADE.          sou uma eterna observadora da vida, e de tudo que a cerca. gosto de pensar, refletir, chegar em conclusões bem interessantes que busco por um longo período,ou ás vezes não chego a lugar nenhum, e apenas aprecio o caos e a bagunça que a vida me dispõe.        numa dessas reflexões, me peguei pensando sobre as relações em um contexto geral, e o que cada relação representa na minha vida, e acredito muito que as relações que alimentamos em nossa vida dizem muito sobre nós e a maneira como vemos a vida. acredito que elas nos influenciam muito, e que pode tornar a nossa vida mais leve ou mais pesada.     e me peguei me perguntando o que faz uma relação ser saudável e leve, e o que a torna pesada? e penso que não exista algo exatamente perfeito, e que se fazemos isso ou aquilo nossas relações serão saudáveis, afinal todos nós temos nossas sombras, e nem sempre estamos bem, ou na nossa melhor fase, e entender a nossa...

life is a mess.

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a vida é uma grande bagunça.      no meu processo de evolução e despertar da consciência de mim mesma, dos meus comportamentos e dos comportamentos que me rodeavam, a grande aliada desse processo foi a leitura, com um tipo específico: desenvolvimento pessoal. esses livros possuem sim uma riqueza e aprendizado, mas acho que cheguei em um momento que esse tipo de leitura não faz mais sentido pra mim.    acho que a grande questão é a solução rápida que esse tipo de conteúdo sugere. como se tudo fosse simples, rápido e fácil de se resolver.    mas estamos longe de sermos simples. e isso não é algo necessariamente ruim. toda mudança leva tempo, gera alguns conflitos e tudo bem, aprender a apreciar nossas estações e fases da vida torna tudo mais bonito e leve.    nosso caos não tem uma única resposta simples e rápido, apressamos tanto as coisas, que estamos apressando todos nossos ciclos, incluindo nossa morte. eu passei a maior parte da minha vida...

ir embora

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Partidas         hoje é um domingo à noite, encerrado com uma temporada de horas de filmes infantis com minha irmã de 5 anos. assisti 3 filmes de animação em seguida, e todos eles me inspiraram de tal maneira que precisei escrever, colocar pra fora aquilo que me tocou de forma especial. e com certeza o meu preferido foi toy story.     toy story é o filme que mais amo no mundo, eu me identifico de tantas maneiras com aqueles brinquedos, que talvez nenhum culto religioso me faça ficar tão conectada comigo mesma como esse filme me faz ficar. ele fala sobre identidade, amizade, lealdade, coragem, medo, e o que mais me tocou no filme de hoje: despedidas.     o woody sempre foi destemido, e tinha sempre em mente seu propósito de vida, e apesar de sempre ter desafios em volta do seu valor de vida, isso o guiou por todos os momentos que ele passou, e ajudou todos que estavam ao seu lado, de uma forma bela e inspiradora, e quando chega no quarto filme , el...

eu tô muito Jungiana !

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complexidades é o nome bonito que a gente dá pra quando não conseguimos chegar em alguma conclusão que alivie nossa alma e espírito. é quando por mais que tentamos entender, o esforço se torna inútil e em vão. já falei um pouco sobre como somos sombras e luz ao mesmo tempo, por mais belo e poético que possa soar, conviver com ambas as partes pode ser um pouco complexo e complicado.    ter consciência de si mesmo e de suas sombras pode ser um pouco intimador, mas necessário pra desenvolvermos em nós empatia e compaixão. pois se sinto inveja de alguém e me comparo, posso trazer a minha consciência e reconhecimento e trabalhar nisso, e estou um pouco mais aberta a acolher alguém que sente o mesmo. apesar de ser um pouco desconfortável falar sobre nossas inseguranças e vulnerabilidades, elas merecem nossa atenção, nosso cuidado e acolhimento, usando os desconfortos como autoconhecimento é um dos melhores caminhos pra lidar com nossas sombras e desenvolvermos empatia e conexão ...

ser ou não ser.

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quem eu sou.   eu ainda não sei argumentar sobre quem realmente sou. acho que vou levar a vida inteira descobrindo coisas sobre mim , e que talvez essa seja minha única certeza sobre quem eu sou: que esse conceito vai mudar ao longo da minha vida, e tudo bem.     mas até eu chegar nessa conclusão flexível e aberta do que posso ser, atravessei lugares sombrios de tentar ser alguma coisa. todo mundo diz o que você precisa ser, seus pais, seus amigos, sua igreja, a sociedade, o  mundo, a televisão, a internet, as músicas que escutamos, tudo está o tempo todo nos comunicando o que é aceitável, belo e bonito de ser.     e passei boa parte da minha vida tentando me encaixar em pessoas, lugares, instituições, e sempre tentando ser esse belo e aceitável. e isso machuca, a história se repetia mesmo se eu mudasse de ciclo social, o medo de não ser aceita, de ser excluída, a necessidade de pertencer latente dentro de mim buscava a aceitação em pessoas e lugares e...

por ai, (perdida,no caso)

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não sei em qual momento da minha vida tive total consciência das minhas escolhas e poder de decisão. como cresci em um cenário religioso, posso dizer que já tinha escolhas definidas por deus e pela bíblia, com que eu iria me casar, como iria me casar, como seria minha vida sexual, meus relacionamentos familiares e interpessoais, minha forma de me vestir, de pensar e falar, os ambientes que ira frequentar, a forma como veria as pessoas e a mim mesma. tudo isso já estava definido, então estava tudo muito confortável, seguro e garantido!    mas viver com tudo muito definido e pré estabelecido por uma religião, nos impede de sermos quem genuinamente somos, nos impede de criar a nossa própria vida e opiniões e desenvolver independência em todos os aspectos. essa forma de viver, chamada de dependência, e muitas vezes romantizada pela igreja, ao meu ver hoje, é uma forma muito tóxica e controladora. não há uma liberdade pra desenvolver independência e responsabilidade pelas esco...

o primeiro post.

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oie, pra qualquer um que esteja lendo isso. quem lê blog hoje em dia ne ? e por que estou escrevendo isso? tô aqui tentando entender como funciona esse blog, essa plataforma, então se estiver confuso, me perdoe. não sei muito o que estou fazendo. de qualquer maneira, me chamoThays, tenho 24 anos, moro em brasília, e estamos vivendo uma pandemia, e ta sendo complicado entender tudo o que ta acontecendo! além das minhas crises internas, ainda preciso lidar com crises mundias, políticas, econômicas e muitas outras. umas das formas que lido com as confusões é escrevendo. eu apenas preciso externar coisas que estão aqui dentro. se vc se identificar, fique para respirar fundo junto comigo, em uma jornada doida chama vida. eu sei , é clichê. mas eu sou um eterno clichê. to com saudade de ter esperança de arrumar um emprego, de ter a possibilidade de me apaixonar, de ver meus amigos e abraçar todos. me pergunto quando isso vai passar. mas eu sei que vai. então, seja bem vindo, qualquer...