ser ou não ser.
quem eu sou.
eu ainda não sei argumentar sobre quem realmente sou. acho que vou levar a vida inteira descobrindo coisas sobre mim , e que talvez essa seja minha única certeza sobre quem eu sou: que esse conceito vai mudar ao longo da minha vida, e tudo bem.
mas até eu chegar nessa conclusão flexível e aberta do que posso ser, atravessei lugares sombrios de tentar ser alguma coisa. todo mundo diz o que você precisa ser, seus pais, seus amigos, sua igreja, a sociedade, o mundo, a televisão, a internet, as músicas que escutamos, tudo está o tempo todo nos comunicando o que é aceitável, belo e bonito de ser.
e passei boa parte da minha vida tentando me encaixar em pessoas, lugares, instituições, e sempre tentando ser esse belo e aceitável. e isso machuca, a história se repetia mesmo se eu mudasse de ciclo social, o medo de não ser aceita, de ser excluída, a necessidade de pertencer latente dentro de mim buscava a aceitação em pessoas e lugares errados, e isso aconteceu da adolescência até a fase adulta, que piorou porque teve uma cobrança financeira e de status profissional e tudo desmoronou diante de mim, como se meu corpo e o universo estivessem me dizendo que não dava mais pra sustentar uma coisa que eu nunca fui e nunca serei.
aos poucos fui tomando consciência e amando quem eu sou de verdade, por completo. aos poucos eu tenho jogado fora sonhos que não são meus, vontades que nunca me pertenceram, dando vida a Thays que sempre pediu pra ser de verdade.
ás vezes não sei responder algumas perguntas, que antes tinham respostas prontas e garantidas. ainda me sinto no processo de esvaziar aquilo que não me serve mais, aquilo que todo mundo sempre quis que eu fosse, e ainda estou construindo minhas próprias decisões e minhas próprias respostas, é como se eu estivesse no meu próprio resgate, em que só eu posso me salvar.
fico feliz de ver meu progresso ao abraçar aquilo que sempre fui e melhorando aquilo que preciso melhorar. me orgulho da coragem que tive em refazer meu caminho, e trazer á tona minha essência. tenho me permitido dar tempo ao tempo pra que isso ocorra de forma mais saudável possível, mas entender que o que somos deve ser construído com intenção e consciência é essencial pra sermos quem somos de verdades, porque quando não temos noção do que somos, seremos sempre o que outros querem que sejamos.
uma coisa que tenho percebido nesse caminho de autenticidade, é que ser quem somos, é um presente pro universo, e uma forma de revelar nossa unicidade, e mostrar que o que nos completa é a nossa diferença, e o quanto isso pode ser belo. aceitar quem somos, com certeza nos ajuda a aceitar o mundo ao nosso redor. hoje me vejo mais tolerante, empática, e com o olhar de mais compaixão em relação ao outro.
desejo do fundo do meu coração, que a gente desligue mais as vozes externas, e deixa a nossa voz interna nos guiar, que no fim, as únicas expectativas que precisamos suprir seja a nossa, e não de todo mundo que nos cerca.
thays.
eu ainda não sei argumentar sobre quem realmente sou. acho que vou levar a vida inteira descobrindo coisas sobre mim , e que talvez essa seja minha única certeza sobre quem eu sou: que esse conceito vai mudar ao longo da minha vida, e tudo bem.
mas até eu chegar nessa conclusão flexível e aberta do que posso ser, atravessei lugares sombrios de tentar ser alguma coisa. todo mundo diz o que você precisa ser, seus pais, seus amigos, sua igreja, a sociedade, o mundo, a televisão, a internet, as músicas que escutamos, tudo está o tempo todo nos comunicando o que é aceitável, belo e bonito de ser.
e passei boa parte da minha vida tentando me encaixar em pessoas, lugares, instituições, e sempre tentando ser esse belo e aceitável. e isso machuca, a história se repetia mesmo se eu mudasse de ciclo social, o medo de não ser aceita, de ser excluída, a necessidade de pertencer latente dentro de mim buscava a aceitação em pessoas e lugares errados, e isso aconteceu da adolescência até a fase adulta, que piorou porque teve uma cobrança financeira e de status profissional e tudo desmoronou diante de mim, como se meu corpo e o universo estivessem me dizendo que não dava mais pra sustentar uma coisa que eu nunca fui e nunca serei.
aos poucos fui tomando consciência e amando quem eu sou de verdade, por completo. aos poucos eu tenho jogado fora sonhos que não são meus, vontades que nunca me pertenceram, dando vida a Thays que sempre pediu pra ser de verdade.
ás vezes não sei responder algumas perguntas, que antes tinham respostas prontas e garantidas. ainda me sinto no processo de esvaziar aquilo que não me serve mais, aquilo que todo mundo sempre quis que eu fosse, e ainda estou construindo minhas próprias decisões e minhas próprias respostas, é como se eu estivesse no meu próprio resgate, em que só eu posso me salvar.
fico feliz de ver meu progresso ao abraçar aquilo que sempre fui e melhorando aquilo que preciso melhorar. me orgulho da coragem que tive em refazer meu caminho, e trazer á tona minha essência. tenho me permitido dar tempo ao tempo pra que isso ocorra de forma mais saudável possível, mas entender que o que somos deve ser construído com intenção e consciência é essencial pra sermos quem somos de verdades, porque quando não temos noção do que somos, seremos sempre o que outros querem que sejamos.
uma coisa que tenho percebido nesse caminho de autenticidade, é que ser quem somos, é um presente pro universo, e uma forma de revelar nossa unicidade, e mostrar que o que nos completa é a nossa diferença, e o quanto isso pode ser belo. aceitar quem somos, com certeza nos ajuda a aceitar o mundo ao nosso redor. hoje me vejo mais tolerante, empática, e com o olhar de mais compaixão em relação ao outro.
desejo do fundo do meu coração, que a gente desligue mais as vozes externas, e deixa a nossa voz interna nos guiar, que no fim, as únicas expectativas que precisamos suprir seja a nossa, e não de todo mundo que nos cerca.
thays.

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