reciprocidade.



RECIPROCIDADE.
 
       sou uma eterna observadora da vida, e de tudo que a cerca. gosto de pensar, refletir, chegar em conclusões bem interessantes que busco por um longo período,ou ás vezes não chego a lugar nenhum, e apenas aprecio o caos e a bagunça que a vida me dispõe.
       numa dessas reflexões, me peguei pensando sobre as relações em um contexto geral, e o que cada relação representa na minha vida, e acredito muito que as relações que alimentamos em nossa vida dizem muito sobre nós e a maneira como vemos a vida. acredito que elas nos influenciam muito, e que pode tornar a nossa vida mais leve ou mais pesada.
    e me peguei me perguntando o que faz uma relação ser saudável e leve, e o que a torna pesada? e penso que não exista algo exatamente perfeito, e que se fazemos isso ou aquilo nossas relações serão saudáveis, afinal todos nós temos nossas sombras, e nem sempre estamos bem, ou na nossa melhor fase, e entender a nossa natureza humana instável e cheia de percalços já é um grande passo pra se construir relações mais leves.
    construir. talvez esteja aqui a palavra chave pra se relacionar. relação é construção, é um processo de conhecer o outro e conhecer a si mesmo. e repito, esse processo é cheio de curvas, é necessário muita adaptação e flexibilidade. criamos expectativas muito surreais sobre o outro e também sobre nós mesmos, e aprender a lidar com a realidade como ela é, é algo que precisamos cultivar.
   cultivar. outra palavra importante. qual tipo de relacionamento a gente cultiva? ou será que estamos cultivando alguma coisa? uma coisa muito importante que aprendi, é que não se constrói relação saudável sem reciprocidade, não dá pra doar sem receber. tá, eu sei. a gente sempre escuta que dar é melhor do que receber, talvez esteja a resposta pra nossa sociedade líquida e rasa, com relacionamentos vazios cercados de aparências.
   se estou me doando demais, e a pessoa não me dá a mínima, apenas está me comunicando que não sou tão importante assim, e se recebo esse tipo de mensagem, pego minhas coisas e não me demoro a ir embora. geralmente, tolero, explico e comunico o que me magoa, mas se não tenho retorno, é chegada a hora de partir.
   um conselho que daria pra todo mundo  que quer ter pessoais legais por perto seria: cultive as pessoas. pergunte como ela ta, como andam as coisas, se importe de verdade e genuinamente, se arrisque a dar um pedacinho de você, e com tempo você acaba notando se vale a pena ou não manter aquela pessoa por perto.
  e pra aquelas que não ficaram. tudo bem, elas não são ruins ou más, elas apenas não estavam no mesmo mood que você, e tá tudo certo, não tem nada de errado com você ou com outra pessoa.
    e aos afetos que você encontrar por ai, retribua. o mundo já é hostil demais pra gente desprezar amor e gentileza.
Thays.


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